A Lei da água: Novo código florestal

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Reprodução

Acaba de ser lançada uma campanha de crowdfunding para o documentário que desvenda o novo Código Florestal. Dirigido por André D’Elia, com produção executiva de Fernando Meirelles, o filme retrata a polêmica sobre as mudanças na legislação que prevê o que deve ser conservado e pode ser desmatado nas propriedades rurais e cidades brasileiras. O longa alerta sobre consequências da nova lei e o que ainda pode ser feito para evitar mais prejuízos ao meio ambiente. A controvérsia entre ambientalistas, ruralistas e cientistas é fio condutor de narrativa.

Veja o trailer:

Financiamento coletivo
Produzido pela Cinedelia, com co-produção da O2 Filmes, “A Lei da Água” conta com um financiamento coletivo – uma campanha de crowdfunding pelo Catarse (agua.catarse.me) – para levar o filme a sessões nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte.

Para facilitar a concretização do financiamento e levar o filme a grandes públicos, serão oferecidas sessões únicas para cada cidade. Quando for atingido o mínimo necessário para a exibição em uma sala, outra sessão para esta mesma cidade será aberta para compra. Vale ressaltar que o longa não possui fins lucrativos, e toda a verba gerada será revertida para a divulgação e exibição do mesmo em universidades, escolas, sindicatos rurais e comunidades carentes.

Ao fim de cada sessão, os financiadores poderão participar de um debate especial sobre o filme, além de receber uma cartilha com dicas de como ajudar na campanha.

“É um jeito de oferecer mais do que uma sessão de cinema, mas uma experiência completa que permita um aprofundamento a respeito da questão ambiental” afirma Igor Kupstas, Diretor da O2 Play.

O resultado do crowdfunding irá ajudar a financiar, ainda, a exibição de “A Lei da Água” em eventos, escolas e universidades, de modo a ampliar o alcance do longa metragem. “Em um momento como o que estamos vivendo, de crise hídrica, o público tem solicitado cada vez mais exibições do filme, até mesmo para entender o Código Florestal aprovado pelo Congresso Nacional”, explica André D’Elia.

Realizado ao longo de 16 meses, com entrevistas feitas em Brasília, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, A Lei da Água dá voz a ambientalistas, cientistas, ruralistas e agricultores que acompanharam de perto a controversa tramitação do Código Florestal no Congresso, e que opinam sobre seus impactos, trazendo perspectivas diversas e discordantes sobre o tema.

O longa é uma parceria do Instituto Socioambiental (ISA), WWF-Brasil, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) e Bem-Te-Vi Diversidade. O impacto sobre a capacidade da floresta de proteger e alimentar mananciais de água e, assim, prevenir crises como as que afetam São Paulo hoje, por exemplo, é um dos temas centrais da produção.

Estão no filme o senador e ex-governador Blairo Maggi (PR-MT), os deputados federais Ivan Valente (PSOl-SP) e Ricardo Trípoli (PSDB-SP), a sub-procuradora da República Sandra Cureau, o ambientalista Mário Mantovani, pesquisadores de instituições como a USP e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre outros.

O filme alerta sobre as consequências do novo Código Florestal – que anistiou 29 milhões de hectares desmatados ilegalmente em todo País – e sobre o que ainda pode ser feito para evitar mais prejuízos ao meio ambiente. O documentário vem a público no momento em que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADins) contra a Lei 12.651, que revogou o antigo Código Florestal de 1965.
“O Código Florestal Brasileiro deve ser bom para a agricultura, deve ser bom para a floresta e deve ser cumprido. Espera-se que o público compreenda as questões relacionadas à lei, podendo decidir por si próprio o que é melhor para o Brasil. E que vença a melhor ideia!”, afirma o diretor.

Sobre André D’Elia

Paulistano, André D’Elia cursou Cinema na Fundação Armando Álvares Penteado, de São Paulo, durante o qual trabalhou em cerca de 50 filmes curtas metragens em película, 16 ou 35 mm, e mais 40 vídeos. Destes projetos André dirigiu sete filmes e trabalhou como diretor de fotografia em outros 14. Se formou dirigindo o filme “Depois da Ponte” em 2009/2010 – um curta metragem ficcional sobre um jovem violeiro do interior do Brasil em busca de liberdade.

Trabalhando na produtora Goma Filmes, na produção do filme “Vida Sobre Rodas” de 2011, um documentário sobre a história do skate no Brasil e no qual assina como assistente de câmera, fotografo adicional e assistente de direção, André foi responsável pela seleção e captura de material de pesquisa e acervo em grandes emissoras de televisão. Foi durante as pesquisas que D’Elia teve a ideia de fazer o filme “Belo Monte – Anúncio de uma Guerra”, sobre a construção da hidroelétrica no rio Xingu, estado do Pará. Depois de viajar a Amazônia, percebendo que não havia informações confiáveis sobre o tema, André resolveu fazer um documentário investigativo.

Em novembro de 2011, foi lançada na internet uma campanha de financiamento coletivo para Belo Monte. Mais de 3 500 pessoas do Brasil e do mundo financiaram o processo de pós-produção do filme, juntando cerca de 140 mil reais e batendo o recorde de maior caso de financiamento coletivo em plataforma aberta do Brasil. “Belo Monte” já foi assistido por 45 mil pessoas nos cinemas e 3,7 milhões de na internet. .

Realizador de três curtas metragens lançados na internet sob forma de uma campanha de conscientização (“Direitos Indígenas”, “MOB. Nacional Indígena” e “PEC 215 – Nó na Garganta”), em 2012 D’Elia e o diretor de som Diego Depane se juntaram as artistas plásticas Carolina Meirelles e Yasmim Flores para a realização do projeto “Ngô Meitire” (“Água Valiosa” na língua macro Jê).
Sobre a O2 Play

Com foco em cinema e Video On Demand (VOD), a O2 Play é dirigida por Igor Kupstas, sob a tutela de Paulo Morelli, sócio da O2 Filmes. A empresa é um agregador de iTunes, Google Play e Netflix. Em parceria com a O2 Pós, realiza encoding para Netflix e Google Play. Em seu primeiro ano de atividades, a O2 Play conquistou o público tanto nos cinemas quanto no iTunes, sendo responsável por quatro dos dez longas escolhidos pela Apple como Os Melhores Filmes Brasileiros do ano – “Entre Nós”, “Latitudes”, “Junho – O Mês Que Abalou o Brasil” e “Cidade Cinza”,.
www.facebook.com/O2play

Sinopse

“A Lei da Água – Novo Código Florestal” esclarece as mudanças promovidas pelo novo Código Florestal e a polêmica sobre a sua elaboração e implantação. O documentário mostra como a lei impacta diretamente a floresta e, assim, a água, o ar, a fertilidade do solo, a produção de alimentos e a vida de cada cidadão. Produzida ao longo de 16 meses, a obra baseia-se em pesquisa e 37 entrevistas com ambientalistas, ruralistas, cientistas e agricultores. Retrata ainda casos concretos de degradação ambiental e técnicas agrícolas sustentáveis que podem conciliar os interesses de conservação e produção da sociedade.

Ficha Técnica:

Produção: Cinedelia
Duração: 75 min

Coprodução: O2 Filmes.

Produção Executiva: André D’Elia e Fernando Meirelles.

Direção: André D’Elia

Consultor de Conteúdo: Raul Silva Telles do Valle

Montagem: Raoni Reis.

Direção de Som: Diego Depane.

Cinematografia: Federico Dueñas

Direção de Arte: Vital Pasquale

Platô: Digo Castelo Branco
Assessoria de Imprensa: Agência Lema
Trilha Sonora Original: Fábio Barros e Gabriel Nascimbeni.

Fonte: SOS Mata Atlântica

 

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