América Latina lança campanha contra bullying nas escolas

Organizações de vários países visam combater agressões verbais e físicas na sala de aula

Reprodução

Felippe Constancio, do R7

Escolas de toda a América Latina vão receber material didático para combater a discriminação dentro de sala de aula. A campanha Chega de Bullying, Não fique Calado foi lançada nesta quarta-feira (15) em um esforço conjunto da Secretaria de Educação da Cidade do México, da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, de organizações humanitárias e da OEI (Organização dos Estados Iberoamericanos). Um canal infantil de TV por assinatura também vai integrar a ação.

A cartilha para orientar educadores e alunos a lidar com as diferenças e denunciar o bullying já está disponível no site oficial da campanha e na página da Secretaria de Educação de SP. Uma nova versão do material será impressa e distribuída nos colégios públicos brasileiros para orientar educadores, diretores, pais e alunos do Ensino Fundamental I, II e Ensino Médio. Entretanto, ainda não foi feita no Brasil a licitação para produzir e entregar a cartilha nas salas de aula.

Segundo o secretário de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, a previsão é de que o material esteja nas escolas a partir de 2014. Ele enfatizou, em seu discurso, que este é o momento apropriado para se combater as agressões verbais e físicas nas escolas.

— Para certas questões não podemos nos calar mais. Há alguns anos, os colégios eram de acesso a poucos no Estado de São Paulo, mas agora eles são lugar de convívio de todos. Por isso, certas questões não eram discutidas no passado. Mas hoje, todos têm de respeitar e conviver com as diferenças.

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Para chamar a atenção ao assunto, o governo do Estado de São Paulo mobilizou mais de cinco mil escolas da rede estadual para falar do tema no ínicio de cada turno do dia. Segundo dados oficiais, mais de quatro milhões de alunos das escolas do Estado falaram sobre bullying nesta quarta-feira.

A representante da organização humanitária Plan International, Anette Trompeter, enalteceu como as campanhas de prevenção vão ajudar estudantes vítimas de bullying e todos que convivem com eles.

— O bullying pode acontecer em diversos ambientes e tem que ser combatido em todos os níveis. Ele afeta a todos nós: quem está provocando, quem é provocado, os professores e os pais. Todos os atos de violência podem ser evitados e por isso a ferramenta [apostila] é importante.

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Um grupo de uma escola do Maranhão que participou do Chega de Bullying foi convidado pela organização para apresentar um rap sobre o tema. Lá, onde a Plan International tem maior atuação, 70% dos alunos já promoveram ou sofreram ataques graves de bullying, segundo uma pesquisa feita pela organização.

Fonte:  R7

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