Anvisa libera linha de produção da Ades em fábrica de Pouso Alegre, MG

Segundo agência, falha aconteceu apenas na fabricação do lote AGB25.
Embalagens de suco de maçã foram envasadas com água e soda cáustica.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou nesta segunda-feira (8) a fabricação, distribuição, comercialização e consumo de todos os lotes dos alimentos com soja da marca Ades, produzidos pela linha TBA3G, na fábrica da Unilever em Pouso Alegre (MG). ...

Problema foi detectado em lote do suco de maçã
Ades (Foto: Divulgação)

Do G1 Sul de Minas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou nesta segunda-feira (8) a fabricação, distribuição, comercialização e consumo de todos os lotes dos alimentos com soja da marca Ades, produzidos pela linha TBA3G, na fábrica da Unilever em Pouso Alegre (MG). A paralisação da linha havia sido determinada pela agência no dia 18 de março após 96 unidades do suco de maçã, embalagem de 1,5 litros, terem sido envasadas e distribuídas ao mercado somente com água e soda cáustica, em fevereiro de 2013.

Problema foi detectado em lote do suco de maçã
Ades (Foto: Divulgação)

Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada com base no relatório de inspeção sanitária, realizada pela Vigilância Sanitária de Minas Gerais e de Pouso Alegre, entre 18/3/2013 e 22/3/2013, na fábrica em Pouso Alegre. Segundo o resultado da inspeção, a falha operacional teria acontecido apenas durante a fabricação do produto com soja sabor maçã, marca Ades, embalagem de 1,5 litros, lote AGB25, fabricado em 25/02/2013 e válido até 22/12/2013. Com isso, a Anvisa decidiu manter a proibição da distribuição, comercialização e exposição ao consumo apenas deste lote do produto, que foi envasado com a substância de limpeza. Os demais que serão produzidos na linha TBA3G estão liberados.

Segundo relatório divulgado pela Vigilância Sanitária Estadual no dia 22 de março, houve falha operacional e humana no processo de envase do produto na linha de produção TBA3G na fábrica de Pouso Alegre. No dia 25 de fevereiro, o estoque do tanque que alimentava a linha de envase estava reduzido, o que caracterizaria final de processo e que a linha estaria pronta para o processo automático de limpeza. No entanto, o equipamento foi acionado novamente para o processo de envase. Dessa forma, houve o envase do produto de limpeza no lugar do suco.

A empresa não percebeu o desvio e o produto, embalagem de 1,5 litros do suco de maçã da Ades, foi distribuído ao mercado. Segundo assessoria de imprensa da Unilever, houve falha humana e dos equipamentos da linha de produção. A máquina acionou o sistema de limpeza com o estoque reduzido, e um funcionário teria iniciado o sistema para envase novamente.

“As investigações mostraram que a falha foi pontual. Entretanto, continuaremos a monitorar as medidas corretivas que estão sendo implantadas pela empresa”, afirma o diretor de Controle e Monitoramento sanitário da Anvisa, Agenor Álvares. Em resolução divulgada no dia 3 de abril pela agência, a Anvisa exigiu da Unilever revisão dos procedimentos de segurança e controle do processo de envasamento do produto. Foi também solicitado a contratação de um supervisor, a manutenção preventiva da máquina a cada três meses e o treinamento recente de operadores da máquina.

Vigilância Sanitária fiscaliza linha de produção da Ades em Pouso Alegre (Foto: Reprodução EPTV)

Vigilância Sanitária fiscalizaram linha de produção da Ades em Pouso Alegre (Foto: Reprodução EPTV)

 

Até a publicação desta nota, a Unilever não deu uma posição sobre os procedimentos que foram realizados pela empresa para que houvesse a liberação da linha pela Anvisa. Também não há informações sobre as 50 unidades do produto contaminado que ainda não tinham sido recolhidas pela Unilever após o recall realizado pela empresa no dia 14 de março.

A assessoria de imprensa da Anvisa informou ainda que as possíveis penalidades à empresa pela falha, em que a multa pode chegar a R$ 1,5 milhão, ainda não foram determinadas. A assessoria disse ainda, à época, que, em relação aos consumidores, corre um processo pela Secretaria Nacional do Consumidor. A multa da secretaria pode chegar a R$ 6,2 milhões.

Recall do suco de maçã Ades
No dia 18 de março, dois funcionários da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal estiveram na fábrica da empresa Unilever, em Pouso Alegre (MG), para fiscalizar uma linha de produção de sucos com soja da Ades. As informações apuradas pelos profissionais da vigilância sanitária serviram de base para elaboração do laudo da contaminação e possíveis penalidades à empresa.

Lote da bebida foi recolhido por fabricante (Foto: Airton Sinto/Arquivo Pessoal)

Lote da bebida foi recolhido por fabricante
(Foto: Airton Sinto/Arquivo Pessoal)

Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada no “Diário Oficial da União” no dia 18 de março suspendeu a fabricação, distribuição, venda e consumo de todos os lotes dos produtos com soja da marca Ades, de diferentes sabores, versões e tamanhos de uma das linhas de produção da cidade.

No dia 14 de março, a Unilever anunciou recall em um lote do suco de maçã Ades de 1,5 litro por risco de queimadura. Segundo a fabricante, a contaminação com solução de limpeza foi detectada no lote com as iniciais AGB 25, fabricado em 25 de fevereiro, com “cerca de 96 unidades do produto AdeS Maçã 1,5 l”.

“Nestas unidades, foi identificada uma alteração no seu conteúdo decorrente de uma falha no processo de higienização, que resultou no envase de embalagens com solução de limpeza da máquina. O consumo do produto nessas condições pode causar queimadura”, afirmou a Unilever, em comunicado.

Segundo a empresa, 14 consumidores tinham entrado em contato com a Unilever para relatar problemas com o produto, e dos 14 atendimentos realizados pelo SAC da empresa, 12 receberam atenção médica e foram acompanhados, e dois não aceitaram.

Por meio de nota oficial divulgada no dia 18 de março, a Unilever afirmou que o problema limitava-se às 96 unidades de Ades sabor maçã, embalagem com 1,5 litros produzidas em Pouso Alegre, e que desde o dia 13/03/13 nenhum produto fabricado na linha onde foi detectado o problema foi distribuído ao mercado. A linha de produção ficou inativa para apuração do caso. Os produtos do lote de maçã com problema foram distribuídos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Ainda segundo a empresa, a causa do problema foi identificada e todas as medidas para correção foram tomadas pela Unilever. A empresa informou ter cumprido todas as determinações da Anvisa publicadas no dia 18 de março, incluindo que teria retirado do mercado todas as unidades produzidas na linha onde foi detectada a contaminação.

No dia 2 de abril, a Anvisa havia publicado uma nota informando que decidira manter a suspensão da linha de produção TBA3G, onde foi detectada a contaminação. Segundo a agência, algumas informações continuavam pendentes, e ainda seria necessária a contratação de um supervisor, manutenção da máquina a cada três meses e treinamento para os operadores da máquina. Além disso, até a data da publicação da nota pela Anvisa, 50 unidades do suco contaminado, do lote AGB 25 que estava contaminado, ainda não haviam sido recolhidas pela empresa.

A Unilever afirmou ainda, em nota, que os demais produtos Ades não correspondentes aos lotes com as iniciais “AG” permaneceriam no mercado e se encontravam em perfeitas condições para consumo, e que a empresa colaborou com a Anvisa com todas as informações necessárias para a solução do problema.

Fonte: G1.globo.com/mg

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