Começa quarto dia de julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE; acompanhe ao vivo


Reprodução: Brasília – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)


  • 09/06/2017 09h28 – Brasília

Yara Aquino e Líria Jade – Repórteres da Agência Brasil


O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou na manhã de hoje (9) o quarto dia de julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014. A expectativa é que a decisão  saia ainda nesta sexta-feira. O relator, ministro Herman Benjamin, deve finalizar a leitura de seu parecer sobre a ação e , após o voto do relator, cada ministro terá cerca de 20 minutos para proferir o voto.

Na primeira parte de seu voto, lida ontem (8), o relator afirmou que a campanha da chapa praticou abuso de poder político e econômico por ter recebido propina como doação eleitoral. Ele ponderou, no entanto, que os crimes atribuídos à chapa vencedora também foram praticados por outros partidos. Os advogados de Dilma e de Temer confiam na absolvição.

Após Herman Benjamin, os ministros deverão votar na seguinte ordem: Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira, Rosa Weber, Luiz Fux, e o presidente do Tribunal, Gilmar Mendes.

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff diz que os presidentes dos partidos aliados não aderiram à sua coligação por terem recebido dinheiro, mas por razões ideológicas, sefundo o relator.

“Eu tive a melhor das impressões dos depoimentos do ministro Edinho Silva”, disse o relator Herman Benjamin.

O relator segue seu voto citando depoimentos de executivos da Odebrecht. Além de Marcelo, Herman cita Fernando Reis. E diz que pagamentos de propinas foram feitos em hotéis e tinham codinomes. “Tudo documentado”, afirma.

O ministro fala sobre a compra do tempo de TV no depoimento de Edinho Silva, que negou a práica.

“Nesse aspecto a negociação de coligação são feitas dessa maneira. Existem verdadeiros leilões”, segundo a transcrição de João Santana.

O ministro cita depoimento de João Santana.

O ministro relator Benjamin diz que evitou ouvir garçons, atendentes e seguranças de restaurantes, cafeterias e lanchonetes onde os envolvidos marcavam para entregar o dinheiro de caixa 2. Na lista, tinha até uma lanchonete Starbucks.

O ministro diz que traz no seu voto longas transcrições dos relatos dos depoentes.

O ministro Benjamin fala de três codinomes: Onça, Vermelho e Doutor.

Os pagamentos de doação via caixa 2 se realizaram em hotéis ou flats, diz o ministro Herman Benjamin.

Informações úteis para as transações eram endereço do local de entrega, codinome do envolvido e a senha utilizada.

Ele declara que tudo está disponível na planilha.

O ministro Benjamin relata a dinâmica das doações eleitorais entre Odebrecht e os partidos da base aliada: “Aqui tudo começa como caixa 1 e termina como caixa 2″. Ele fala sobre os valores pagos a cada partido.

” Ele nunca sabia se havia uma diferença de R$ 3 milhões”, declara Benjamin.

O ministro Herman Benjamin relata trecho de troca de e-mails em que executivos da Odebrecht ouvem de políticos que já não precisavam mais de doações para o caixa 2, mas para o caixa 1. Ele fala da característica de trabalho de Marcelo Odebrecht.

“Reitero que caixa 2 está descrito na petição inicial, Odebrecht está na petição inicial.”, diz Herman.

O ministro Benjamin passa agora à análise da compra ou não do apoio de partidos da base aliada. O objetivo era, diz ele, aumentar o tempo de horário eleitoral gratuito na TV.

Segundo o ministro Benjamin, codinome citados por Marcelo Odebrecht correspondem a Antônio Palocci, Guido Mantega, e Renata Moura, que supostamente operavam o caixa 2 da campanha presidencial da chapa Dilma-Temer em 2014.

O ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, pede que os outros ministros façam poucas intervenções para que o julgamento tenha maior celeridade.

O ministro relator continua.

O relator afirma que qualquer brasileiro pode fiscalizar se o que está dizendo consta ou não dos autos. Ele determinou que até os documentos sob sigilo sejam disponibilizados por não caber mais sigilo.

O ministro Herman Benjamin diz que não inclui em seu voto e-mails que sinalizam pagamento de dinheiro em troca de aprovação de leis.

Herman Benjim relamebra que tudo o que está sendo debatido está disponibilizado na internet pela publicação dos autos na internet.

Admar Gonzaga continua questionamento a cada momento a leitura do voto do relator.

O minsitro Gilmar Mendes tentar intervir.

O ministro Benjamin continua a ler e-mails entre Marcelo Odebrecht e interlocutores, em que falam sobre valores doados.

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Edição: Talita Cavalcante

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