Crise alavanca Bitcoin, e Brasil entra na onda da moeda virtual

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Reprodução

Mais de 2 milhões de pessoas já possuem Bitcoins em todo o mundo. E a moeda virtual vem ganhando espaço também entre os brasileiros. Só no último mês, 10 mil Bitcoins foram negociados no país, o que equivale a mais de 9 milhões de reais em transações.

De olho no crescimento que promete virar tendência, alguns estabelecimentos resolveram sair na frente e apostar na moeda virtual. Em São Paulo, nesta confeitaria especializada em brownies, depois de saborear seu bolo e tomar um cafezinho, o consumidor pode pagar a conta direto pelo smartphone usando sua carteira virtual de Bitcoins. A transação é muito simples: através de um aplicativo para Bitcoin (existem vários), o caixa insere o valor e apresentar o códigos de barra – ou QR Code. Do outro lado do balcão, a câmera do celular do cliente lê o endereço bitcoin e efetua a transferência do valor. Simples assim.

Entusiasta da novidade, o Rodrigo faz questão de usar a moeda virtual sempre que encontra um estabelecimento com esta plaquinha.

Em apenas um mês de experiência, ainda que o volume de vendas em Bitcoins seja baixo, o dono da loja enxerga uma série de vantagens em ser um dos pioneiros da moeda virtual no país.

A moeda virtual foi criada em 2009 por um gênio da matemática. O grande diferencial do Bitcoin em relação às moedas tradicionais – como o dólar, o real e o euro – é que, além de ser uma moeda internacional, não existe um órgão que a regule. Mais do que isso, como o Bitcoin não tem lastro, ou seja, não se baseia em algo como ouro ou Banco Central, nada garante o valor da Bitcoin. A moeda é desvinculada de qualquer ativo real e seu preço é determinado pela especulação em Bolsas de Valores virtuais. Ela flutua nas leis da oferta e demanda.

As diferenças não param por aí. Da maneira que foi criado, o Bitcoin também não pode ser manipulado ou corrompido, uma vez que opera com base em leis matemáticas. As transações feitas com Bitcoin são mais transparentes; todas são registradas e podem ser facilmente rastreadas.

Como explicamos no início, quem deseja comprar Bitcoins pode optar por corretoras de moedas digitais ou fazer a transação diretamente com outra pessoa (ou estabelecimento). No dia do fechaento desta matéria, o Bitcoin estava cotado a 946 reais e 50 centavos. Por ser imune a problemas causados pelos governos, a atual crise da Grécia gerou um grande avanço do Bitcoin por lá. Se o Brasil continuar nessa maré que está deixando todos nós bem enjoados, a expectativa é que a moeda virtual também seja cada vez mais usada por aqui. Lembra do Rodrigo? Ele é um dos que já está se prevenindo.

Se muita gente ainda desconfia da força do Bitcoin, saiba que Wall Street é onde mais dinheiro e recursos são investidos na tecnologia. Claro, o interesse das maiores instituições financeiras mundiais não é especialmente no Bitcoin em si, mas na tecnologia por trás da transação da moeda virtual.

Grandes especialistas em finanças acreditam que o software que permitiu a criação da moeda virtual mais popular do mundo pode também transformar a relação das pessoas e os bancos, permitindo que se possa trocar dinheiro e papéis como ações e títulos sem depender de uma longa e cara cadeia de intermediários. Os bancos centrais como o Federal Reserve, nos Estados Unidos, e o Banco da Inglaterra já têm suas próprias equipes de olho na tecnologia que tornou possível movimentar o Bitcoin por todo o mundo, em tempo real, e praticamente de graça!

Fonte: Olhar Digital

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