Falta de água em Minas Gerais força 15 cidades a cancelarem o Carnaval

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Foto: Murtada al Mousawy via photopin cc

Luiza Belloni, do Brasil Post – 30/01/2015 às 17:49

Ao menos 15 cidades de Minas Gerais, um dos estados mais procurados pelos foliões, não terão o que comemorar neste Carnaval. Enfrentando crise hídrica e financeira, esses municípios cancelaram as festividades no feriado.

As cidades que mantiveram a programação terão rodízio de abastecimento de água. É o caso de Ouro Preto e Mariana — cidades mais populares entre os visitantes no período.

A seca preocupa o estado desde o ano passado. A esperança estava nas chuvas de dezembro a março que, até então, se mostraram insuficientes diante da estiagem que evaporou grande parte dos rios e reservatórios mineiros.

“Se não chover, se o consumo não cair e a vazão não aumentar, se não conseguirmos mais captação, em três meses vamos ter que racionar severamente”, disse o governador, Fernando Pimentel, após se encontrar com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, no Palácio do Planalto, na última quarta-feira, 28/01, para discutir a situação dos reservatórios mineiros.

O medo real do racionamento, combinado à crise financeira, comprometerá um dos eventos que mais trazem turistas ao estado de Minas.

SEM CARNAVAL EM MINAS
Os municípios de Cláudio, Formiga, São Gonçalo do Pará, Mateus Le-me, Arcos, Santa Maria de Itabira e Oliveira foram os primeiros a cancelar o Carnaval, alegando falta de recursos financeiros para contratar atrações, segurança e infraestrutura para receber os foliões.

Além de motivos financeiros, a crise hídrica forçou Itapecerica a desistir do Carnaval. “O aumento significativo de pessoas no município poderá desencadear uma séria crise de abastecimento de água tratada à população”, justificou a prefeitura por nota. A decisão foi compartilhada pela Prefeitura de Itaguara, Itabira e de Piracema.

Os anúncios tiveram efeito cascata em cidades próximas, que optaram por cancelar as festividades por medo de que os turistas migrassem para elas, havendo “superlotação”. Foi o caso de Carmo Da Mata, Carmópolis de Minas, Passa Tempo e São Francisco de Paula, que também justificaram a medida pela falta de água e infraestrutura para receberam os foliões. Em São João Del-Rei, o Copo Sujo, um dos blocos mais famosos da cidade, informou pelo Facebook que não participará do Carnaval deste ano. A diretoria não informou o motivo da desistência.

COM CARNAVAL, MAS SEM ÁGUA
Os 70 mil foliões que vão curtir os famosos blocos de rua de Carnaval e festas em repúblicas em Ouro Preto terão de enfrentar o rodízio de abastecimento de água. Desde o dia 19 de janeiro, os moradores vivem sob esse sistema.

Nos bairros localizados em áreas montanhosas, a água chega dia sim e outro não. Já em bairros de áreas planas, como o Centro Histórico, o abastecimento ocorre todos os dias “durante um certo período”, de acordo com a Prefeitura Municipal de Ouro Preto. Segundo nota enviada ao Brasil Post, o rodízio permanecerá durante o Carnaval.

“Essas manobras seriam realizadas independentemente do Carnaval, por isso, durante a folia, a escala de abastecimento será mantida”, afirma a nota, acrescentando que a maioria dos hotéis e restaurantes da cidade possui reservatórios para não deixar que falte água aos hóspedes. A assessoria da Prefeitura de Mariana também informou que a programação carnavalesca não vai alterar o sistema de rodízio, com revezamento diário em todos os bairros. Apenas o centro não sofrerá interrupções no fornecimento de água.

Fonte: Planeta Sustentável

 

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