Falta de medicamentos nas unidades públicas de saúde

A saúde não é um bem como outro qualquer que pode ser reposto a qualquer tempo

remédios

Reprodução Web

As queixas sobre a falta de medicamentos para a atenção básica nos postos e outras unidades de saúde continuam presentes no dia a dias dos usuários que dependem do fornecimento sistemático dos remédios para o restabelecimento ou manutenção da saúde. O problema não é novo, mas tem se agravado.

A saúde não é um bem como outro qualquer que pode ser reposto a qualquer tempo, se faltar. Trata-se de uma condição imprescindível à constituição da vida.

Por isso, deveria ser a prioridade das prioridades em qualquer sociedade, pois é a base para tudo o mais. A previsibilidade no que tange ao estoque de medicamentos de distribuição sistemática é imperativa. O ritmo dos processos biológicos independe do cronograma da burocracia.

Além dos aspectos éticos e humanos, a questão diz respeito também à ordem econômica. No caso da atenção básica à saúde, o recebimento sistemático do remédio para doenças administráveis (por parte de pacientes assistidos pela rede pública) faz com que os aspectos humanos, sociais, econômicos e éticos se conjuguem. Veja-se o caso da pressão alta, por exemplo: tomar o medicamento, ininterruptamente, reduz imensamente as possibilidades de internações decorrentes de AVC, cardiopatias e outros acidentes. Tanto o paciente sai ganhando quanto as finanças públicas. Aplique-se a isso uma série de outras doenças preveníveis e administráveis e se terá uma percepção real dos benefícios referidos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma conquista nunca por demais louvada. No Exterior, é saudado como uma referência internacional. No entanto, ainda não conseguiu chegar ao ponto ideal a que se propõe, embora já tenha avançado bastante. Independentemente da questão de seu financiamento (que falta ainda ser equacionada de forma satisfatória) há a necessidade de aperfeiçoamento gerencial, como bem reconhece o governo. Os sistemas de controle para evitar a corrupção necessitam ser realizados de uma forma que não crie entraves burocráticos paralisantes.

A prática já demonstrou, em outros países, que o melhor monitoramento do emprego do dinheiro público é o realizado por conselhos autônomos compostos por pessoas da própria comunidade – não tem melhor forma para combater a corrupção. E isso não é só possível – mas deve ser feito – nos municípios.

Fonte:  O Povo

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