Índice de Desenvolvimento Humano Municipal mostra avanços em Minas nos últimos 10 anos

IDH Municipal da Educação de Minas cresceu 36% na última década; Estado evoluiu, ainda, em saúde e renda; diferença entre as regiões também diminuiu significativamente

Relatório mostra claramente a elevação do patamar geral de Minas Gerais, analisa André Barrence

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Osvaldo Afonso/Imprensa MG
Relatório mostra claramente a elevação do patamar geral de Minas Gerais, analisa André Barrence 

 

Relatório divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) e Fundação João Pinheiro (FJP), mostra que Minas Gerais alcançou avanços expressivos na última década no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).

Criado em 1998, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) ajusta a metodologia do PNUD (aplicável a países) para a realidade dos estados e municípios brasileiros, tendo em vista a disponibilidade de dados estatísticos e procurando também refletir as especificidades e desafios regionais na busca pelo desenvolvimento humano. As dimensões analisadas no IDH Municipal são as mesmas do IDH Global: educação, expectativa de vida (longevidade) e renda.

Assim como o IDH Global, o IDH Municipal busca sintetizar em um único número, numa escala que varia de 0 a 1, fatores que propiciam às pessoas a realização plena de seu potencial ou que limitam a realização desse potencial. Segundo o diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas, André Barrence, os dados divulgados pelo Pnud comprovam o êxito das ações executadas pelo Governo de Minas na área desenvolvimento socioeconômico.

“A divulgação deste relatório claramente apresenta, como resultado principal, a elevação do patamar geral do Estado de Minas Gerais. Anteriormente, ocupávamos uma posição de IDHM médio e, agora, passamos para uma posição de IDHM alto. Isso demonstra, em um espaço de dez anos, desde a última publicação, um avanço substancial na política de desenvolvimento socioeconômico do Estado”, analisa Barrence. “Em dez anos, tivemos um resultado muito positivo. Deixamos de ter qualquer município com índice muito baixo e passamos a ter apenas 8% dos municípios com índice baixo. Os demais 92% dos municípios mineiros passaram de um índice médio para alto ou muito alto na escala”, complementa o diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas.

A tabela a seguir mostra as faixas de desenvolvimento humano municipal definidas pela FJP e IPEA e validadas pelo PNUD.

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Minas sobe do patamar de médio para alto desenvolvimento humano

Os estudos realizados pela Fundação João Pinheiro e validados pelo IPEA e pelo Pnud, tomou como base o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, como também os de 1991 e 2000. Os índices calculados revelam que Minas Gerais alcançou, ao longo dos anos, uma melhora contínua e consistente em todas as dimensões do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).  Pelos parâmetros utilizados, em 1991 o IDH Municipal do Estado era de 0,478, considerado Muito Baixo Desenvolvimento Humano. Em 2000, o índice subiu para 0,624, na faixa considerada Médio Desenvolvimento Humano.

Já em 2010, o Estado atingiu o patamar de Alto Desenvolvimento Humano, com índice de 0,731, acima da média nacional de 0,727 e ocupando o 9º lugar no ranking geral dos estados brasileiros. “Trata-se de uma posição relevante, se levarmos em conta que Minas é um dos maiores e mais populosos estados brasileiros, além de ser marcado por uma histórica desigualdade social e regional”, afirma Marilena Chaves, presidente da Fundação João Pinheiro (FJP).

O quadro a seguir mostra a evolução do IDH Municipal (IDHM), por faixa de desenvolvimento e por estado, desde 1991:

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Índice de longevidade de Minas é o quinto maior do país

O avanço geral do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Minas Gerais ocorreu em função das significativas melhoras registradas em todas as dimensões que estruturam o indicador das Nações Unidas.

Na dimensão Longevidade do IDHM, que considera a expectativa de vida ao nascer das pessoas, o índice mineiro subiu de 0,759, considerado IDHM Alto, para 0,838, o quinto maior índice do Brasil e já no patamar de IDH Municipal considerado Muito Alto. Em 2010, Minas Gerais melhorou sua posição no ranking nacional desse quesito, subindo da 7ª colocação para a 5ª (superou Espírito Santo e Goiás).

De acordo com especialistas da Fundação João Pinheiro (FJP), a melhoria significativa da colocação de Minas Gerais na dimensão longevidade do IDH Municipal pode ser explicada, sobretudo, pelo fato de 70% dos municípios do Estado terem alcançado as metas do milênio nessa área antes do prazo estabelecido pelas Nações Unidas (2015), registrando significativas quedas na mortalidade infantil. A queda da taxa de fecundidade da população mineira no período também contribuiu para este avanço.

IDH Municipal da Educação de Minas cresceu 36% na última década

Minas Gerais também obteve um salto muito significativo entre 2000 e 2010 na dimensão Educação do IDH Municipal. O Estado saiu de um índice de 0,470 para 0,638. A elevação de 0,168 pontos no IDHM-Educação do Estado significou uma melhora de aproximadamente 36% no período.

De acordo com a pesquisa, o IDHM-Educação de Minas em 2010 alcançou um patamar um pouco acima da média nacional de 0,637 e foi superior também aos índices de dois terços dos Estados brasileiros.

Importante ressaltar que o cálculo do IDHM-Educação é composto de duas variáveis: os subíndices escolaridade e frequência. Minas avançou nestes dois quesitos no período de 2000 a 2010: subiu 39,7% em escolaridade e 33,7% em frequência. O índice IDH não mede os avanços na qualidade do ensino, que vem sendo constatados em outros índices como o Ideb

Este expressivo avanço é resultado da grande revolução ocorrida na educação pública do Estado na última década, lastreada em iniciativas inovadoras, como o que viabilizou, de forma pioneira no país, a matrícula de alunos com seis anos de idade nas escolas e o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP), que assegura a melhoria contínua das escolas do sistema estadual de ensino.

“A consistente evolução do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Minas Gerais na dimensão Educação demonstra a efetividade das políticas públicas desenvolvidas pelo Estado nessa área”, afirma o diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas Gerais, André Barrence.

IDHM-Renda de Minas saltou de médio para alto desenvolvimento

Minas Gerais também obteve um importante avanço na dimensão renda do IDH Municipal entre 2000 e 2010. Neste período, o IDHM-Renda do Estado subiu do índice de 0,680, considerado médio desenvolvimento, para 0,730, considerado alto desenvolvimento. A variação foi de 0,050 pontos, configurando uma melhora de 7,4% neste quesito na última década.

Na última década, o total de municípios com alto IDHM na dimensão renda subiu de 36 para 166, um aumento superior a 360%. Neste quesito, Minas posiciona-se no 11º no ranking geral dos estados brasileiros.

IDHM de Minas Gerais por dimensões

O quadro a seguir resume a evolução de Minas Gerais nas três dimensões que compõem o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) das Nações Unidas:

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Destaque-se que, dentre as dimensões que compõem o IDHM, o IDHM-Educação foi o que mais cresceu em Minas Gerais em 2010 na comparação com 2000. Enquanto o IDHM-Longevidade cresceu 10% e o IDHM-Renda subiu 7%, o IDHM-Educação aumentou cerca de 36%.

Mais de 90% dos municípios mineiros têm médio ou alto IDHM

Os avanços alcançados por Minas Gerais entre 2000 e 2010 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal se tornam mais evidentes quando se compara o número de municípios que subiu de patamar no período.  A pesquisa mostra que:

– Em 2000, Minas tinha 213 municípios com IDH Municipal Muito Baixo. Em 2010, não há nenhum município nessa classificação.

– Em 2000 Minas tinha 425 municípios com IDHM Baixo. Em 2010 são 73, isto é, uma redução de 82,8%.

 Em 2000 Minas tinha 210 municípios com IDHM Médio. Em 2010 são 551, isto é, um aumento de 162,4%.

– Em 2000 Minas tinha 5 municípios com IDHM Alto. Em 2010 são 227, isto é, a quantidade de municípios mineiros com IDHM Alto aumentou 45 vezes (ou 4.440%).

– Em 2010, 91,4% dos 853 municípios mineiros estão entre as faixas de Médio e Alto Desenvolvimento Humano.

Além de avançar do patamar médio para alto desenvolvimento, a diferença entre o maior e o menor IDHM de Minas foi significativamente reduzida. Em 2000, o município com a melhor posição no ranking tinha um resultado 116% maior do que o município com o pior resultado (Belo Horizonte – 0,726 / Bonito de Minas – 0,336). Em 2010, a diferença entre o melhor e o pior resultado caiu de 116% para 54% ( Nova Lima – 0,813 / São João das Missões – 0,529). Isso demonstra que o estado vem evoluindo com ótimos resultados na redução das desigualdades regionais.

O quadro a seguir mostra o número e o percentual de municípios de Minas Gerais, por faixa de desenvolvimento humano, em cada um dos três períodos analisados:

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O diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas destaca, ainda, a consistência dos índices de redução da desigualdade em Minas. “Quando comparamos os dados de 1991, 2000 e 2010, tínhamos diferenças de até 250% entre o melhor e o pior município. Hoje, conseguimos reduzir essa diferença pra 54%, dentro do nosso objetivo de reduzir as desigualdades sociais entre os municípios. A grande redução irá acontecer à medida em que tivermos resultados positivos das políticas focalizadas nestes municípios mais críticos – o que temos feito, particularmente, nos últimos dez anos. Temos implantado programas específicos direcionados às regiões e municípios de menor IDH, principalmente localizados nas regiões Norte, Jequitinhonha e Mucuri. Alguns exemplos destas iniciativas são os programas Travessia, Professor da Família e Porta a Porta”, conclui Barrence. Outros indicadores podem ser acessados no portal Minas em Números. Para acessar os dados, clique aqui.

 

Fonte: Agência Minas

 

 

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