Maioria das marcas de chocolate não divulga a porcentagem de cacau nos rótulos

A mínima deve ser 25%

Mônica Miranda só come chocolates com percentual acima de 55%: 'O problema é que não consigo achar' (Carlos Vieira/CB/D.A Prees)

Divulgação
Mônica Miranda só come chocolates com percentual acima de 55%: “O problema é que não consigo achar”

Flávia Ayer

Larissa Garcia

O chocolate é o doce queridinho do brasileiro. São 631 mil toneladas consumidas anualmente no país, o que coloca o Brasil como o quarto maior consumidor mundial. E a paixão não para de crescer. Nos últimos três anos, a quantidade ingerida da guloseima saltou de 1,65kg anual por habitante para 2,2kg. Na época da Páscoa, o consumo dispara. No ano passado, 80 milhões de ovos chegaram ao mercado. E a expectativa com a data festiva é tão boa para o segmento que este ano as lojas especializadas esperam vender 18% a mais do que em 2012. No Distrito Federal, a estimativa do comércio é de crescimento de 17,89%.

Mas quantidade não é sinônimo de qualidade, e o aumento de vendas não significa mais atenção com o consumidor. Foi o que mostrou um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). De acordo com a entidade, a maioria das marcas comercializadas no Brasil não informa a porcentagem de cacau nos rótulos e, quando o cliente pede informação à empresa por meio do Serviço de Atendimento (SAC), tem poucas chances de receber a resposta. Foram analisadas 11 marcas de chocolate produzidas no Brasil e seis importadas mais comercializadas no país.

Todas as importadas informam nos rótulos a porcentagem de cacau. Apesar de nem sempre ser uma informação acessível, elas constam na embalagem. O mesmo não ocorre com a produção brasileira. Dos 14 chocolates observados de 11 marcas diferentes, apenas três informam a porcentagem da fruta no doce e todos são da marca Cacau Show.

Após não encontrar no rótulo a porcentagem de cacau, os pesquisadores do Idec pediram a informação via SAC. Somente as marcas Carrefour e o Dia responderam a questão. A Arcor, a Garoto e a Nestlé explicaram, via SAC, que a porcentagem era segredo industrial e que, portanto, não poderia fornecer o dado pedido.

Fonte: Em.com.br

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