Por mais espaços inspiradores

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Reprodução
Foto: Praça da Paz, na Ecovila Clareando, um dos cantinhos que costumamos usar para encontros e celebrações…

Vida comunitária é feita de encontros, conversas, trabalho a muitas mãos, risadas, refeições compartilhadas. Onde isso tudo acontece? Nas redes sociais virtuais? Não, em espaços físicos mesmo, lugares que têm cheiro, brisa, sol, água, calor, sabores, paisagens, sons, surpresas.

Fiquei pensando sobre isso aqui na ecovila… Apesar de estarmos em um lugar maravilhoso, cheios de cantos que encantam, acho que ainda temos poucos espaços “criados” por nós para uma pausa gostosa, um encontro. Quem caminha pela ecovila logo percebe que as árvores plantadas em mutirões já começam a oferecer sombras atraentes para um descanso, por exemplo. Mas quase não temos bancos para sentar…

No pomar da grande jabuticabeira, árvores nativas acolhem moradores e visitantes com aquele clima de floresta que é delicioso: chão forrado de serrapilheira, cheiro de terra úmida, mil tons de verde, animais aqui e ali e uma temperatura simplesmente fascinante, uterina. Um lugarzinho perfeito para um piquenique, uma meditação, uma soneca pós-almoço, uma conversa de corações abertos, qualquer coisa, não?

É aí que entra a criatividade e a intenção clara, para tirar proveito disso, incluindo poucos elementos, que transformam esses locais em áreas ainda mais generosas: umas redes para deitar, uma mesa de piquenique com bancos, um bebedouro para tomar água da nascente. O resultado são pequenas praças, pontos de parada e encontros, mais chances de partilhar, ouvir, trocar.

Desenhar uma comunidade pede esse tipo de observação, sabe? É muito gostoso sentar sob a sombra de uma árvore, sim. Mas um banco bonito deixa o convite praticamente irresistível. E cada casa pode ter na calçada um espaço desse tipo, um encontro entre a vida privada e o viver comunitário.

Nas cidades, já reparei que as entradas das casas estão cada vez mais áridas. Ninguém quer gente estranha parada em frente ao portão de entrada. Tem até aqueles artifícios horrorosos para evitar que pessoas sentem nos canteiros elevados: caco de vidro quebrado, pontas de ferro ou estacas de madeira. Credo!

Aqui, mais e mais pessoas começam a perceber e a sentir vontade de criar calçadas mais acolhedoras, amigáveis. Nossas regras internas já impedem muros de alvenaria. Podemos, no máximo, criar cercas vivas, mas não muito altas. A ideia não é segregar, certo?

Permeáveis, com mais árvores e flores, uma mesinha e umas cadeiras para chegar a apreciar a paisagem por alguns minutos, um balanço para as crianças, quem sabe uma rede pendurada, uma fonte, um brinquedo para escalar, pular, sei lá. Tudo isso pode fazer parte das nossas calçadas e ruas, do nosso “ruralurbanismo”.

É só desenharmos mais, transformarmos ideias em atitudes palpáveis, que podem ser percebidas por todos. Todo lugar “conversa” com seus visitantes. Sentimos mais ou menos hospitalidade, de acordo com o design local. Já parou para pensar sobre que tipo de recado você dá e recebe de seus vizinhos? 

 

Fonte:  Planeta Sustentável

 

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